Arena Corinthians, em obra
O Corinthians diz "estranhar" as cobranças feitas pelo secretário-geral
da Fifa, Jérôme Valcke, nesta terça-feira, em Brasília. Ele disse que as sedes da Copa do Mundo podem mudar, até agosto, se os cronogramas das obras não estiverem sendo respeitados.
Em nota oficial, a diretoria do clube paulista afirmou que "não aceita
nenhuma pressão" e deixa a critério da Fifa a possibilidade de tirar da
Arena de Itaquera a abertura da Copa do Mundo de 2014.
- Se entendem que devem mudar o local de abertura da Copa fiquem à vontade - diz a nota do Corinthians.
A diretoria do clube afirma que o cronograma da obra está sendo
cumprido e lembra que o próprio Valcke chegou a concordar que o prazo de
entrega fosse estendido de dezembro de 2013 para fevereiro de 2014.
Confira abaixo o texto assinado pela diretoria do clube paulista:
Corinthians começou as obras quase um ano depois dos demais
estádios e, mesmo com todas as dificuldades do repasse financeiro do
financiamento e com atrasos referentes ao CID junto à construtora
Odebrecht, manteve o organograma da construção.
Tanto é fato que já superou 76% da obra. Por tudo isso, gera
estranheza ao clube a posição colocada nesta terça-feira (14) pelo Sr.
Jérôme Valcke, sendo que ele mesmo deu o prazo até dezembro de 2013 para
conclusão dos estádios. No caso do Corinthians, esse prazo foi
estendido pelo próprio Valcke para fevereiro de 2014.
O clube não aceita nenhuma pressão porque é bom lembrar o que
sempre disse: o estádio para os corintianos teria 48 mil e, quando o
estádio passou a ser requisitado para a Copa do Mundo, foi feito um
remanejamento do projeto para 68 mil lugares.
O objetivo do Corinthians sempre foi, neste caso, servir a cidade, o
estado e o país. Por isso, o clube aumentou a capacidade do estádio e
não aceita nenhum tipo de pressão.
Se entendem que devem mudar o local de abertura da Copa fiquem à
vontade. O Corinthians só espera que FIFA e COL reconheçam o esforço da
Prefeitura de São Paulo, do Governo do Estado de São Paulo, do Governo
Federal e principalmente da população paulista.
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