Mario Gobbi diz que acompanha de perto caso dos corintianos presos em Oruro
O momento do Corinthians é de foco total na sequência de jogos
decisivos, que inclui as finais do Campeonato Paulista, contra o Santos,
e a luta por uma vaga nas quartas de final da Taça Libertadores da
América, contra o Boca Juniors. Ainda assim, a diretoria segue de olho
no desenrolar do caso dos 12 torcedores presos em Oruro. O presidente do
clube, Mário Gobbi, acredita em novidades do caso na próxima semana.
No fim do mês passado, a Embaixada do Brasil em La Paz divulgou uma
nota oficial, garantindo ajuda aos corintianos que continuam detidos
desde o dia 20 de fevereiro, quando o garoto Kevin Douglas Beltrán
Espada, de 14 anos, foi morto ao ser atingido por um sinalizador
marítimo, disparado da área onde se localizava a torcida do Timão no
confronto com o San José, no estádio Jesús Bermúdez.
Mário Gobbi já recebeu familiares dos 12 presos, em reunião realizada
no Parque São Jorge. Apesar das ações em conjunto com o governo federal,
o mandatário acredita que a resolução do caso não está próxima.
Indignado com as más condições em que se encontram os corintianos na
Penitenciária de San Pedro, em Oruro, Gobbi prometeu todo o empenho
alcançável para que a trama termine em breve.
– O Ministério segue trabalhando, e na semana que vem teremos alguma
evolução. Deverá ocorrer um encontro entre ministros dos países lá na
Bolívia. Tudo o que se pode dizer é que estamos tentando ajudar, e a
Embaixada também. Já fiz reuniões e demonstrei apoio. São muitos
detalhes complexos, e esse problema não vai se resolver de um dia para o
outro – explicou o dirigente.
Na última semana, o menor de idade que assumiu ter sido o autor do
disparo que matou Kevin Espada – chamado de H.A.M., 17 anos – reafirmou
sua culpa em depoimento no Consulado da Bolívia. O responsável por
ouvi-lo foi o promotor Alfredo Santos Canaviri, acompanhado de um perito
e de outros representantes brasileiros. De acordo com Ricardo Cabral,
advogado da torcida organizada Gaviões da Fiel, o menor foi o único
responsável pela morte do boliviano.
A esperança é de que o depoimento do garoto represente mais um passo na
tentativa da defesa de conseguir a liberdade dos 12 torcedores presos
no país vizinho há quase três meses. O período de investigações deve se
estender até agosto, pelo menos.
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