quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Timão divulga balanço financeiro com receita de R$ 358,5 milhões

O Corinthians apresentou na tarde desta quinta-feira o seu balanço financeiro no ano passado. Representado pelo diretor de finanças Raul Corrêa da Silva, o Timão divulgou um estudo no qual revelou o valor da receita total alvinegra no ano passado: R$ 358,5 milhões, com crescimento de 23% em relação à última temporada. Em 2011, haviam sido arrecadados R$ 290,5 milhões. O valor segue aumentando desde 2008.
Arena Corinthians chega a 63% das obras em janeiro (Foto: Divulgação/Odebrecht) 
Com Arena, Corinthians deixará de gastar com aluguel do Pacaembu 
 
A principal fonte de participação nas receitas é a televisão, com 43%. São outros 18% com patrocínio e publicidade, 13% com social e amador, 10% com bilheteria, 9% com negociação de atletas e 7% com outras receitas. O diretor financeiro explicou como funciona o balanço do clube - que traz comparações entre valores desde 2007 até o ano passado - e ressaltou o fato de todos os sócios terem acesso aos dados.

- Eu imagino o Corinthians como uma grande empresa. É como uma multinacional de grande porte, com faturamento superior a R$ 300 milhões. Tudo no clube é um centro de custo, desde a capela do Parque São Jorge até o centro de treinamento. Cada ponto é administrado com um orçamento de despesas e receitas - explicou, em entrevista coletiva.

Apesar do superávit de R$ 7,5 milhões, o Corinthians também não escondeu o seu endividamento, que cresceu 74% nos últimos seis anos. Dos R$ 101,5 milhões acumulados em 2007, hoje o Timão trabalha com R$ 177,1 milhões em dívidas. Raul Corrêa da Silva explicou por que a preocupação do clube ainda não se voltou ao pagamento dos débitos: para iniciar o trabalho de redução, era necessário criar uma estrutura que permitisse estabilizar a instituição financeiramente - incluindo a construção do CT Joaquim Grava e a formação de um elenco forte.
CT joaquim grava corinthians fisioterapia (Foto: Carlos Augusto Ferrari / GLOBOESPORTE.COM) 
Timão investiu pesado na construção do seu centro de treinamento
 
A necessidade de resultados imediatos e a recuperação da imagem alvinegra após o rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, no ano de 2007, fizeram com que o diretor financeiro trabalhasse em cima de alguns pontos. Para envolver a torcida com o clube e criar capital de giro, o Corinthians investiu muito no futebol. Hoje, nas palavras do próprio diretor, colhe os frutos, com o título da Libertadores e do Mundial de Clubes.

- Um time como o Corinthians tem de estar sempre entre os quatro primeiros. É preciso ter investimento para formar uma equipe competitiva e gerar uma receita que vem de bilheteria e patrocínios. Precisávamos de um centro de treinamento para crescer. De 2007 para cá, por exemplo, o clube não atrasa um salário sequer.

Hoje, com um elenco “fechado”, sem a necessidade de maiores injeções de dinheiro no departamento de futebol, o clube pode trabalhar de maneira estável, segundo Raul Corrêa. O fim da construção da Arena Corinthians, que sediará a abertura da Copa do Mundo de 2014, é vista pelo departamento financeiro como a “cereja do bolo” - sem gastos de aluguel e afins, o Timão poderá iniciar o pagamento da dívida.

- Com a estrutura que temos agora, não precisamos investir tanto e será possível reduzir o endividamento. No momento em que o estádio estiver pronto, a folga para resolver o que aconteceu no passado será maior ainda - concluiu o diretor.

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