quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Corintianos lamentam ausência da Fiel no Pacaembu: 'Muito estranho'

Pacaembu, Corinthians x Millonarios (Foto: Marcos Ribolli) 
Punido pela Conmebol, Corinthians teve que jogar com os portões fechados
 
Acostumados ao Pacaembu lotado, os jogadores do Corinthians estranharam a ausência da torcida nesta quarta-feira, durante a vitória por 2 a 0 sobre o Millonarios, da Colômbia. O clube teve que jogar com os portões fechados nesta segunda rodada da fase de grupos da Taça Libertadores devido à punição da Conmebol, pela morte do boliviano Kevin Espada, de 14 anos, atingido por um sinalizador disparado pela torcida alvinegra na semana passada, na Bolívia.

- É muito estranho jogar para ninguém, a gente sente falta da nossa torcida, e tem que buscar algo diferente para nos motivar - declarou o lateral-direito Alessandro, ainda na saída para o intervalo, quando o Timão já vencia por 1 a 0.

Quatro torcedores tiveram a missão de empurrar o time das arquibancadas. Eles conseguiram uma liminar com a Justiça e entraram no Pacaembu para acompanhar a partida, apesar do apelo do Corinthians, que teme uma nova punição da Conmebol.

- Acho que eles cansaram depois de um tempo. Começaram o jogo cantando para caramba, mas depois foram diminuindo - brincou o zagueiro Paulo André, que também comentou sobre o comportamento do técnico Tite, que, com o estádio praticamente vazio, pôde ser ouvido pelos jogadores.

- Deu para prestar atenção em tudo que ele falou. Mas hoje o Tite estava tranquilo, tem dia que ele grita bem mais.

De acordo com a punição da Conmebol, o Corinthians terá que jogar com os portões fechados pelo menos pelos próximos 60 dias, quando um novo julgamento acontecerá. O clube, porém, já prepara sua defesa e espera receber a torcida no próximo jogo de Libertadores no Pacaembu, dia 13 de março, diante do Tijuana.

- Jogar sem a torcida é difícil. Confiamos na nossa diretoria, que está fazendo todos os esforços possíveis para que a torcida compareça no próximo jogo - disse Paulinho.

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