terça-feira, 9 de abril de 2013

Dinamite, sobre Dedé: 'Se obtivermos os recursos amanhã, ele fica'

A possibilidade do zagueiro Dedé sair do Vasco aumenta a cada dia e a respeito disto, o presidente Roberto Dinamite deixa claro que a atual situação financeira do clube, cujas receitas estão penhoradas quase em totalidade, dificulta a permancência do zagueiro na Colina. Com um discurso enfático, o mandatário cruz-maltino afirma que se os problemas econômicos fossem solucionados, o Mito com certeza continuaria.

Mas, diante da realidade, Dinamite ressalta em tom realista que a possível venda de Dedé ultrapassa sua vontade e até a do jogador, já que o Cruz-Maltino não tem condições de pagar os salários do defensor e dos demais jogadores juntos.

- A situação do Dedé é muito clara. Os aspectos financeiros do clube são delicados. A saída dele pode sim acontecer. Eu não gostaria de vender o Dedé, digamos que amanhã o Vasco obtenha os recursos, o Dedé vai ficar. Mas, hoje, o Vasco só detém uma parte do Dedé e essa decisão  também cabe ao jogador. O Dedé quer ficar, eu também quero isso. Mas não basta achar que vai ficar, não posso cumprir os compromissos com ele e esquercer o resto do plantel - afirmou o mandatário, em entrevista ao programa Só dá Vasco.

O Vasco possui 45% dos direitos econômicos do Mito. Visto isso, o presidente lembra negociações passadas, como a de Diego Souza, em que o clube não teve total liberdade para tomar decisões.

- Acho o Dedé fantástico, fabuloso, e se puder ficar, ótimo, um dos melhores jogadores da posição no mundo, mas não dependo só disso. Dentro do elenco ele tem valorização financeira por ser um grande zagueiro e o contrato vai até 2014, mas o Vasco não pode achar que vai ter o jogador. Não depende só do Vasco, tem o jogador também. Em muitas das últimas situações não dependeu só da gente - concluiu.

Peça mais valiosa do elenco vascaíno, Dedé sofre com o assédio de outros clubes há meses. A verba da transferência do jogador pode servir como um alívio em termos econômicos para o clube, que deve vivenciar atrasos de salários até o meio do ano.

Lancenet!

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