segunda-feira, 10 de junho de 2013

Libertação de outros 5 corintianos em Oruro vai demorar, diz ministro

Eduardo Saboia  ministro conselheiro da Embaixada do Brasil na Bolívia (Foto: Diego Ribeiro) 
Eduardo Saboia,  conselheiro da Embaixada brasileira na Bolívia
 
A liberação dos cinco corintianos que permanecem presos em Oruro ainda não deve ocorrer nesta semana. Ao menos na opinião do ministro conselheiro da embaixada brasileira na Bolívia, Eduardo Saboia. O representante brasileiro prefere ser conservador, diferentemente do advogado Davi Gebara Neto. Assim como no caso dos sete torcedores soltos pela Justiça boliviana, Saboia acredita que não haverá uma audiência para definir essa situação.

Mesmo depois da chegada a São Paulo dos outros sete torcedores soltos pela Justiça boliviana, Cleuter Barreto Barros, José Carlos da Silva Júnior, Leandro Silva de Oliveira, Marco Aurélio Nefreire e Reginaldo Coelho permanecem presos. Eles são acusados de participação na morte do garoto Kevin Espada, atingido por um sinalizador marítimo durante jogo entre San José e Corinthians, no dia 20 de fevereiro, pela Libertadores.

- Não acho que eles sejam liberados nesta semana. A investigação tem prazo até agosto. É uma questão de tempo e trabalho. O desdobramento da semana passada nos permite supor que pode não durar até agosto, mas não tenho bola de cristal para saber. Há famílias envolvidas e criar expectativa é muito estressante. Prefiro prepará-los para agosto e dar uma surpresa - diz.

Para Saboia, a mesma falta de provas contra os sete torcedores soltos vale para os cinco que permanecem presos. Ele cita, inclusive, que Marco Aurélio e Reginaldo Coelho sequer estavam dentro do estádio, no momento da morte de Kevin.

- Ficamos contentes com a liberação, mas os 12 tinham de ser soltos. O jogo da verdade vem por etapas. Quem tem de provar é quem acusa, e não há provas. Nem contra os sete, nem contra os cinco. Não há diferença - completa.

O representante disse que conversou com os torcedores nesta segunda-feira e relatou que todos passam bem. A única reclamação é pelo início do frio na Bolívia, onde as temperaturas de noite podem chegar a - 2 ºC.

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