Davi Gebara Neto, advogado da Gaviões
Após a chegada a São Paulo dos sete torcedores soltos pela Justiça da
Bolívia na última semana, os advogados da Gaviões trabalham para liberar
os outros cinco que seguem presos em Oruro, acusados de participação na
morte do garoto Kevin Espada, atingido por um sinalizador marítimo
durante jogo entre San José e Corinthians, no dia 20 de fevereiro, pela
Libertadores. São eles: Cleuter Barreto Barros, José Carlos da Silva
Júnior, Leandro Silva de Oliveira, Marco Aurélio Nefreire e Reginaldo
Coelho.
Segundo o advogado Davi Gebara Neto, a expectativa é de que isso possa acontecer nos próximos dias.
– Não podemos fazer mais nada a não ser aguardar. A Justiça boliviana
ainda não analisou a situação dos cinco, o que deve acontecer nesta
semana. Estamos muito confiantes. Para existir um crime, é preciso ter
uma autoridade e a materialidade, o que não ocorre no caso dos doze
torcedores. Se a análise não for a que esperamos, tomaremos novas
providências – afirmou Davi Gebara Neto.
O advogado classificou como uma ‘meia-vitória’ a chegada dos sete torcedores neste domingo.
– Só teremos a sensação de dever cumprido quando todos estiverem aqui.
Estamos trabalhando forte desde o início e tivemos toda a ajuda no
Ministério Público. Mesmo assim, não poderemos comemorar totalmente,
afinal houve a morte de um garoto de 14 anos – ressaltou Gebara.
Vale lembrar que não há nenhuma pendência jurídica em cima dos torcedores que foram soltos.
– Tanto na Justiça brasileira quanto na boliviana, os processos foram
extintos. Não terão nenhum problema e poderão seguir suas vidas
normalmente – disse.
Gebara não acredita que os torcedores queiram buscar alguma indenização pelo tempo em que ficaram presos.
– Não conversarmos sobre isso em nenhum momento.
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