domingo, 25 de novembro de 2012

Feliz com 'boatos', Tite diz que não recebeu convite da CBF

Tite Corinthians x Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com) 
Tite, técnico do Corinthians
 
O empate entre Corinthians e Santos, neste sábado, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro, ficou em segundo plano na entrevista coletiva do técnico Tite. O treinador teve de responder a uma série de perguntas sobre a possibilidade de assumir a Seleção Brasileira, mas evitou entrar em detalhes. Ele não quer falar sobre o assunto até receber um proposta oficial da CBF e garante que a cabeça está focada apenas no Mundial de Clubes.
 
– Eu não tenho convite nenhum. Tenho a maior oportunidade da minha vida. Se o Corinthians não tinha uma Libertadores, eu ajudei a conquistar. O Corinthians tem um Mundial, mas eu não tenho. Não vou ficar desviando e ficar pensando em uma possibilidade. Construí minha vida esperando esse momento. Vou ficar focado – afirmou.

A diretoria do Corinthians bate o pé e garante que não liberará o comandante. Na sexta-feira, horas depois da queda de Mano Menezes, o diretor de futebol Roberto de Andrade disse que o treinador só sairia se alguém pagasse a multa para romper o contrato, com validade até o fim de 2013. O valor ultrapassa os R$ 5 milhões. Tite prefere não comentar se pediria a liberação.

– Eu não posso falar em termos hipotéticos. Tive um convite de outras equipes e não abri conversa. Nunca falei isso a vocês (jornalistas), mas é um fato real. Eu e mais 15 técnicos podem responder essa pergunta. Preciso ter muito cuidado. É um orgulho para todo profissional ser lembrado, é a nossa pátria.

Enquanto tentava driblar as perguntas sobre o cargo, o técnico admitiu que se sente lisonjeado por ter o nome cogitado para a função. O treinador conquistou o título brasileiro de 2011 e a Libertadores de 2012 pelo Timão, fazendo a carreira decolar.

– Eu fico muito feliz com o reconhecimento. Eu não sou falso humilde. Isso me deixa contente, é o reconhecimento do trabalho, que vem associado à conduta. Eu sou um cara que procura fazer as coisas corretas. Eu dirigi time de fábrica, que os jogadores chegavam às 6h, comiam pão com mortadela e iam para o treino. Todos os técnicos do mundo queriam esse reconhecimento. Mas paralelamente tem o mais importante da minha vida. Agora é o cume da montanha e a bandeira do Corinthians pode ser cravada de forma extraordinária.  

Sobre o empate com o Santos, comentou:

– Fizemos um baita primeiro tempo. É que o futebol não se traduz rendimento em resultado. Voltamos no segundo tempo e produzimos até menos, mas mantivemos o desempenho. Temos de saber jogar com essa pressão de resultado, com o aspecto emocional de sair de trás. A equipe não se expôs e esteve perto de virar o placar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário